Human Flow
Vários homens esperando. Fugiram das guerras, percorreram quilômetros, perderam seres queridos pelo caminho. Dificilmente seus caminhos tenham chegado até aqui apenas para ficarem sentados deixando o tempo passar. Mas os arames farpados diante deles não deixam outra escolha. Para trás não se pode voltar, para frente não há portas: a Hungria fechou elas. Portanto, tudo permanece imóvel. Aqui está umas das imagens que melhor sintetiza o documentário Human Flow, o drama dos refugiados através da visão do famoso artista e dissidente chinês Ai Weiwei.
Na verdade, o plano encerra a Europa inteira e suas contradições.
Meios como The Guardian e The Hollywood Reporter celebraram o incrível esforço do filme e seu resultado. Dizem que Human Flow sensibiliza e critica ao mesmo tempo, mantendo sua beleza cinematográfica. Dois anos, mais de 20 países, planos aéreos impressionantes graças aos drones, e uma visão global do problema são as cartas que Weiwei coloca em cima da mesa. Síria, assim como também Afeganistão, México ou África, parece ter sido destacado pelo diretor. Coleta dados assustadores, mostra lugares tristemente famosos como Idomeni ou a Selva e lembra que a EU -que assinou um acordo com a Turquia para expulsar os migrantes- é a mesma que se baseia pela "dignidade humana e a solidariedade", segundo o tratado fundador.
Ai Weiwei analisa, no Human Flow, a crise global dos refugiados através de gravações e entrevistas em 22 países: Afeganistão, Bangladesh, França, Grécia, Alemanha, Hungria, Iraque, Israel, Itália, Jordânia, Quênia, Líbano, Macedônia, Malásia, México, Paquistão, Palestina, Sérvia, Suíça, Síria, Tailândia e Turquia. Conviveu, nestes lugares, com comunidades de imigrantes e registrou suas experiências.
Informação
Título original
Human Flow
Gênero
Documentary
Transmissões seguintes
Quinta-feira, 15 de Outubro
01.20 H.
11.00 H.